Friday, November 24, 2006

A cópula.... para além dos sentidos.

Olá caros leitores. Hoje debato neste blog um assunto de enorme sensibilidade, a meu ver, e que levanta grandes polémicas e discussões principalmente de ordem ética todos os dias. Este assunto é a reprodução humana. Um assunto que está também ele, por incrível que possa parecer, a ser abalado pelas evoluções científicas que surgem de ano para ano, já desde o século passado.

Há 100 anos atrás, este texto seria impossível, a reprodução era vista de forma mais simplista e óbvia. O ritual sempre o mesmo, nessa tentativa quase desesperada do Homem se reproduzir, a cópula, o único meio para o Homem se reproduzir.

Há uns dias numa palestra muito elucidativa pelas minhas terras, ouvi uma frase que me ficou no tímpano, e que consistia no facto de que num futuro próximo as pessoas iriam definir cópula como “uma coisa que as pessoas antigas faziam para ter filhos”. Estas palavras deram-me uma nova claridade de certos fenómenos que se andam a passar todos os dias no mundo em que vivo. O mundo está a mover-se a 1000km/h, e mesmo aspectos primitivos como a nossa reprodução estão a sofrer grandes alterações.

Existe uma série de factores importantes, que acho ser necessário focar, e para começar é importante referir que a taxa de infertilidade biológica no ser Humano é cada vez maior, ou seja, cada vez mais Homens ou Mulheres não têm capacidade biológica para conceber um novo ser. Os factores para isto acontecer… não me perguntem, eu apenas faço uma ideia de quais possam ser, mas é claro que não sei exactamente, nem tão pouco sei se alguém sabe.

Tendo em conta este crescente da infertilidade e relacionando este facto com a enorme evolução cientifica dos últimos 50 anos, tal como era esperado, hoje em dia, já existem várias soluções que tentam “lutar” contra a mãe-natureza. Hoje em dia, qualquer pessoa que tenha um problema a nível de gâmetas, pode recorrer a um banco de espermatozóides ou de óvulos. Surge aqui a tão falada fecundação “In Vitro”, ou seja, a reprodução concebida em puro laboratório científico. Outro “fenómeno” a que podemos observar nos dias que correm são as curiosas, mas bem verdadeiras barrigas-de-aluguer. Neste caso “aluga-se um útero”, isto é… uma mulher deseja ter um filho, mas não o quer “carregar” durante 9 meses no seu útero até ao seu nascimento. Como resolver este problema? Fácil… Realiza uma fecundação “in vitro”, e escolhe uma outra pessoa para carregar o seu filho até este nascer. Claro que este processo requer custos, e a senhora terá que pagar, e pagar bem, à pessoa que fizer de barriga-de-aluguer. No fundo ficam a ganhar as duas senhoras, uma delas fica a ganhar economicamente e a outra fica a ganhar porque vai ter um filho sem ficar grávida. Outro aspecto curioso é que já existem homens com filhos, sem que estes tenham uma verdadeira mãe. Muitos homens, recorrem a bancos de óvulos, realizam uma fecundação “in-vitro”, pagam uma barriga-de-aluguer, e ao fim de 9 meses têm um filho. Estes filhos nunca vão saber quem é a sua mãe biológica, como é claro. Quase surreal, mas é verdade.

Sobre as questões que foram anteriormente apresentadas poderíamos ter um sem número de opiniões. Uns afirmam que estes processos são completamente viáveis e que devem ser realizados promovendo a autonomia de quem os quer realizar. Outros, pelo contrário, acham absurdas todas estas “manobras” genéticas. Eu desta vez nem sequer vou esboçar a minha opinião, o que talvez seja de admirar, mas sinceramente acho que o assunto deve ser pensado por cada um de nós, e só apelo para pensarem bem, e não pensarem apenas nas pessoas que recorrem a este tipo de técnicas, mas também ao novo ser que vai nascer. Sim, porque estamos a falar do nascimento para o mundo de um novo Ser Humano.

Outro assunto que gostaria de referir, e este sim, muito mais polémico é a própria escolha de genes. Isto é, hoje em dia, já é possível escolhermos as características que queremos que o nosso futuro filho tenha. Podemos escolher genes da beleza, ou de capacidades mentais e a partir daí fazer o “nosso filho ideal”, que tem boa probabilidade de no futuro ser um grande jogador de futebol com a inteligência de Freud. De facto, a ciência, não parece ter limites, e já diz o ditado “quanto mais alto se sobe, maior a queda”, e digo-vos sinceramente que não sei até que ponto toda esta evolução é boa para a espécie humana. De qualquer forma, refiro desde já, que se a cópula vai passar a coisas de gente “antiga”, a selecção natural vai passar a ser mais artificial, visto que o Homem hoje em dia já consegue manipular tudo, até a genética das pessoas que ainda estão para nascer. Talvez daqui a uns anos as pessoas já nasçam para nunca ficarem doentes, mas o contrário também pode acontecer, e de facto, a verdade é que esta “culinária” nos genes pode sair mal e ter proporções graves.

E encerro este meu comentário com um provérbio que todos conhecem: “O futuro, a Deus pertence”.

Tenham boas reflexões.

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Wednesday, October 11, 2006

A razão… para além dos sentidos.

"O racionalismo pode consistir em considerar a razão como essência do real, tanto natural quanto histórico, sustenta a primazia da razão, da capacidade de pensar, de raciocinar, em relação ao sentimento e à vontade, pressupondo uma hierarquia de valores entre as faculdades psíquicas, ou a posição segundo a qual somente a análise lógica ou a razão pode propiciar desta forma o desenvolvimento da análise científica, do método matemático, que passa a ser considerado como instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos, aplicados às ciências físicas que levaram a uma crescente fé na capacidade do intelecto humano para isolar a essência no real e ao surgimento de uma série de sistemas metafísicos fundados na convicção de que a razão constitui o instrumento fundamental para a compreensão do mundo, cuja ordem interna, aliás, teria um carácter racional".

É assim que René Descartes descreve o racionalismo. E diga-se, descreve, à sua imagem, de forma genial. O que vocês provavelmente não sabiam é que este senhor nasceu em 1596 e faleceu em 1650… ou seja, há mais de 350 anos. Muita coisa mudou no mundo desde então, a humanidade evoluiu brutalmente e o Homem que Descartes conheceu não é certamente o Homem que eu posso agora conhecer.

O que me leva a escrever este texto é aquela pergunta que passa pela minha cabeça inúmeras vezes: “será o comportamento do Homem racional ou irracional?”

Ao longo das nossas vidas sempre nos foi ensinado que o Homem é um ser Racional, em que a tal razão seria preponderante na sua forma de pensar e consequentemente agir, mas analisando bem os factos isto não passa de uma teoria. Acredito que o Homem possa ter passado por uma onda racionalista, mas acredito sinceramente que muito poucos somos verdadeiramente racionais no seu sentido da palavra.

A racionalidade vem portanto da capacidade de pensar, de raciocinar, em relação ao sentimento e à vontade. Bem, provavelmente passaram a vida a dizer que fumar é um comportamento irracional, mas se analisarmos bem as coisas pode não ser. Pode portanto ser um comportamento bem racional. Reparem, quando uma pessoa fuma porque quer, porque é a sua vontade, esta pessoa está a ser racional, está a usar a sua capacidade de avaliar a situação, isto é “eu decido, eu fumo porque quero”, e mais racional não pode haver. Claro que também existe o outro pólo que infelizmente é o da maioria dos fumadores, isto é, admitindo ou não… não conseguem deixar de fumar e fumam porque estão viciados, o que faz deles autênticos seres irracionais porque o vicio é algo que se sobrepõe à sua própria vontade e poder sobre o corpo e ao seu sentimento. Claro que quem me conhece deve estar a pensar “este jovem está a defender parte dos fumadores (por mais pequena que seja)? Deve estar a sentir-se mal”, mas sosseguem… eu nunca mais digo que um fumador é sempre irracional, mas posso dizer que ele é sempre estúpido (do Lat. stupidu, admirado; adj. e s. m., falta de inteligência, de juízo ou discernimento; que está sob a impressão de estupor; atónito; ant.,entorpecido, insensível.).

Podemos também fazer uma boa comparação entre dois aspectos: a racionalidade e a autonomia. Se a racionalidade é a capacidade de pensar e agir por nós mesmos, a autonomia é algo que fica muito próximo. Esta comparação leva-me de novo para duas realidades distintas, quase pólos diferentes da mesma pilha. Eu vou passar a explicar duas formas de ver esta realidade, e como sou a favor de que “a realidade cada um a faz” (grande Kelly), vou deixar ao critério do leitor a escolha pela sua realidade.

Temos então duas realidades. A primeira diz-nos e até se pode comprovar, que hoje em dia as pessoas têm mais autonomia que antes, têm maior capacidade decisão, isto é, podem orientar as suas vidas de acordo com as suas escolhas e decisões. Piaget descreveu a autonomia como “a capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais…” e esta questão da autonomia faz então a sociedade de hoje ser mais racional, visto que existe a tal capacidade de pensar e raciocinar. “Eu sou racional porque eu penso, eu faço o que quero de acordo com a minha vontade, independentemente do que eu sinto, e até estou a colaborar para evolução da minha espécie” e dito isto eu só posso concordar, sim, é verdade, as pessoas são na sua maioria racionais. A autonomia de cada um fez com que as pessoas hoje em dia possam viver menos dependentes umas das outras, no entanto, de uma forma mais racional.

Por outro lado, podemos questionar esta posição. Até que ponto são as pessoas autónomas e até que ponto têm as pessoas capacidade de pensar de acordo com as suas vontades? Seremos livres ou viveremos tipo “máquinas” do tão popular filme Matrix? Se analisarmos com cuidado a vida de quase todos os elementos sociais (curiosamente os “saudáveis”) vamos reparar facilmente que as pessoas têm uma vida bastante limitada por várias questões. Respeitam regras sociais, aderem a modas, a estereótipos e vivem de forma rotineira. Bem, as regras têm que respeitar, são obrigatórias… as pessoas simplesmente têm que cumprir determinados comportamentos mas podem ter diferentes formas de pensar. Isto faz das pessoas racionais, mas com alguma repressão ou seja, estão subjugadas às racionalidades dos outros, o que faz deles irracionais. No entanto, lá vão controlando os seus sentimentos.

No caso dos estereótipos e modas, o assunto já é mais claro… Se as pessoas vivem pelos estereótipos e modas sem sequer porem esses conceitos em causa ou sequer pensarem sobre eles, estão com pouca capacidade de pensar por si próprias o que faz delas pouco racionais. Este caso das modas e estereótipos é facilmente explicado por um exemplo já por mim dado no passado. Tu que és fiel leitor, já te deves ter lembrado… o exemplo dos cordeirinhos. Pois é, os cordeirinhos andam todos juntos e comportam-se todos da mesma forma, o que faz deles seres pouco racionais. E o Homem por vezes está tão próximo deles…

Quanto às rotinas, aí é que entramos na teoria Matrix, em que somos autênticas máquinas. O ser humano rotineiro é aquele ser humano que faz tudo de forma programada, em piloto automático. Se faz tudo em piloto automático, vai entrar em comportamentos absolutistas e principalmente mecanicistas, o que faz das pessoas pouco ou nada racionais, ou se preferirem pouco pensantes e sem qualquer tipo de Razão ou Realismo a orientar as suas vidas.

Dados estes exemplos e voltando à questão da autonomia, as pessoas estereotipadas ou rotineiras, não são assim tão autónomas. Encontram-se presas aos costumes e filosofias que a sociedade lhes impõe e se pensam com a cabeça dos outros são pouco racionais.

Agora que já vos baralhei a cabeça vou aprofundar um bocadinho mais esta questão. Esta semana fiz um “role-play” em que inventei uma história muito depressiva (demasiado depressiva) em que eu nessa encenação disse a uma amiga que me iria suicidar… E foi aí que eu comecei a pensar em tudo isto… o suicídio, será uma atitude racional ou irracional? É uma questão complicada, porque geralmente uma pessoa que decide suicidar-se encontra-se num estado de grave depressão, o que nos remete para a sua capacidade de pensar. Uma pessoa que se suicida, antes de se suicidar, pensa em fazê-lo, mata-se, cumpre a sua vontade, logo é racional. Uma pessoa que se suicida, está deprimida, não tem uma normal capacidade de pensamento, logo não pensa de forma racional, o que faz do suicídio algo irracional. Sinceramente não estou preparado para responder a esta questão, deixo a resposta para os entendidos na matéria. Só me apercebo que sendo racional ou não, nunca é uma atitude estúpida, o que faz de um suicida uma pessoa mais inteligente do que aquele fumador.

Tu, meu caro leitor, não achas sempre que está a alguém a pensar por ti? Não és Deus pois não? Então és irracional, e o racionalismo em massa não passa de uma utopia, bem parecida com aquelas propostas pelos grupos de esquerda?

Tenham boas reflexões.

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Wednesday, September 13, 2006

A vida... para além dos sentidos

Um certo dia houve uma determinada fecundação. Começa assim a vida. Tudo bem simples e complexo ao mesmo tempo, com uma simples fecundação, com uma fusão entre células sexuais masculinas e femininas. Muito antes de o mundo saber que essa fecundação existiu, já muitas coisas ocorrem para além dos órgãos dos sentidos. É necessário estarmos atentos a todos estes fenómenos a que os nossos órgãos dos sentidos não chegam, pois como é óbvio, é lá, que os maiores mistérios do mundo em que vivemos se encontram. De qualquer forma, é sabido que a vida se inicia com uma fecundação e que passados alguns meses (cerca de 10) um novo ser nasce. Eu vou-me focar no ser humano. Portanto, passados alguns meses nasce um ser humano. Como sabem, este processo já se repetiu inúmeras vezes, o que leva alguns a pensar que até já se repetiu vezes demais. Isto põe-me apreensivo… Acho bastante radical dizer que existem demasiados seres humanos, mas a verdade é que o homem “pegou” completamente neste planeta. A quantidade de seres humanos existentes no planeta, é abismalmente incompreensível. Há uns milhares de anos atrás (não tantos assim) não existia sequer a espécie humana. O planeta era completamente diferente daquele que conhecemos hoje, acho que devia ser até irreconhecível. É no entanto de louvar a extrema eficácia da espécie humana na adaptação a este planeta. Somos sem dúvida, a espécie que melhor se adaptou, uma vez que apesar de não representarmos a espécie com mais elementos, somos sem dúvida aquela que consegue jogar com o mundo em que vive. Somos uma espécie de máquina adaptativa que nos adaptamos em função do meio e de tudo o que nos rodeia. Esta capacidade de adaptação ao meio, dá-me o direito de dizer que a espécie humana é verdadeiramente inteligente (inteligência – capacidade de adaptação ao meio), se bem que uns elementos são mais inteligentes que outros, é inegável. Nós, seres humanos, colonizamos todo o planeta, controlamos as outras espécies e construímos uma série de metrópoles e uma série de instrumentos que são tanto úteis como perigosos. Sem dúvida que o planeta é nosso, o planeta é do Homem. Se observarem o país em que vivem de uma forma sensível vão reparar que as zonas povoadas são imensas. Existe mesmo povoação em grande escala nos países mais desenvolvidos e também em Portugal. A verdadeira questão que surge é que realmente o Homem vence o meio, adaptando-se eficazmente a ele, o que resulta numa multiplicação de seres humanos. Será que este é mesmo o caminho certo? Talvez nem possamos falar em caminho certo ou em caminho errado. Eu prefiro falar em evolução. Todos os dias no nosso planeta o Homem realiza certas acções e comportamentos quase incompreensíveis para os seres mais racionais. Como podem ver, existem milhões de habitações, milhões de automóveis, milhões de “tudo”. Isto é a evolução. No entanto, esta evolução tem um preço… paga-se caro. Esta evolução que todos os dias dá “melhores” condições de vida aos seres humanos, está ao mesmo tempo a destruir o planeta em que vivemos. Isto é, a evolução tem então dois pólos antagónicos, um positivo e outro negativo. Tudo o que de mal está acontecer, não é nada mais, nada menos, que o preço da evolução. Certamente que não sou o único a já ter pensado nisto, pois acho que isto é lógico e facilmente visível. A questão que me passa pela cabeça é: “o que fará o Homem querer parar de evoluir desta forma?”. O ser humano sempre quis ir mais além, é incansável na busca de certos aspectos, entre os quais a sabedoria, a perfeição, e o poder. Tendo em mente estes aspectos (e muitos outros) quebram-se barreiras todos os dias. O Homem está a destruir o planeta com as suas próprias atitudes evolucionistas e apenas uns poucos estão preocupados com isto. Está tudo mais focado no aqui e agora, isto é, nas prioridades do dia a dia, e os custos a pagar vão ser elevados. Temos vários sintomas, entre eles o buraco do ozono, glaciares a derreter, ou as cada vez mais doenças devido a esta necessidade evoluir. Todos conseguem ver isto, mas ninguém o tem evitado. Será mesmo que o custo da evolução é uma inevitável destruição do planeta? À primeira vista parece que sim. Parece incontornável porque determinados aspectos, como os anteriores referidos, são demasiado aliciantes. As pessoas podiam pensar no bem estar dos seus filhos, mas parece-me que há pouca sensibilização social para o mal que pode chegar. Com quase toda a certeza a nossa geração é uma geração incapaz de fazer algo eficaz para mudar esta má tendência. O preocupante é que a nossa geração, surgiu de outra geração, que por sua vez surgiu de uma outra, e vai dar origem a outra. Os valores sociais são aprendidos. A geração mais velha tem a função de passar os valores familiares (e consequentemente sociais) à geração do futuro. É aqui que tem havido o erro. Há demasiadas gerações que os mesmos maus hábitos se repetem. Uma geração de mais hábitos, passa esses hábitos à geração seguinte. É tudo um jogo de interacções entre pessoas de diferentes gerações, em que os valores transmitidos estão errados. Acho importante de facto que se façam todos os esforços possíveis para que se mudem os valores das sociedades de forma a parar este ciclo vicioso que vigora há muitos anos já. É necessária uma sensibilização, uma re-educação dos valores das sociedades, de modo a que a nova geração possa parar já a destruição e de seguida se possa pensar numa forma de conseguir corrigir o máximo de destruição já causada, o que a cada segundo que passa é mais complicado.

Tenham boas reflexões.

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Tuesday, September 12, 2006

...para além dos sentidos.

Caros leitores, espero que tenham adorado demasiado o blog anterior. Muitas verdades foram ditas, mas com toda a certeza poucas foram compreendidas. Eu digo isto porque incrivelmente todos acharam os anteriores textos uma grande idiotice. Passo a explicar... Os textos seguiram uma base lógica e racional, onde foram abordados muitos temas de extrema importância. O problema é que os leitores do blog anterior devem ser uns grandes insensíveis e idiotas porque não chegam às ideias por mim debatidas com toda a sensibilidade que pretendia. Claro que algumas (mas poucas) excepções tiveram a necessária perspicácia de chegar ao fundo das minhas letras, onde só aí algo fazia sentido. Este novo blog é dedicado a essas pessoas… Pessoas sensíveis e inteligentes. Se não és sensível e inteligente por favor carrega aqui ou então aqui ou se preferires carrega aqui . Vou portanto começar a falar da perfeita sensibilidade do mundo em que vivo. Aqui quase todas as idiotices serão esquecidas e isto tornar-se-á um blog de gente inteligente. Desta vez não busco a polémica, mas sim a paz e a compreensão, se bem que pelos vistos isto não começou da melhor forma… Passo a explicar… Neste momento encontro-me em viagem num transporte público… até aqui tudo bem… mas o que acontece é que estou a escrever com uma caneta que uma querida amiga me ofereceu, que é um desenho da bandeira dos EUA e só agora reparei que o meu companheiro de viagem tem uma t-shirt com um grande símbolo anarquista. Espero sinceramente que ele consiga controlar toda a sua raiva que tem em si. De qualquer forma sinto que estou a passar por idiota, pelo menos naquela cabeça. A minha postura será como sempre inabalável, se bem que não será necessária grande personalidade para suportar as pressões sociais visto que este blog vai ter uma baixa audiência, fruto da pequena inteligência da maioria das pessoas. De qualquer forma, tu que és sensível, espero que comentes os meus novos textos e também, tu que és “bronco”, comenta também, pois só assim podes passar por um pensador social e aos olhos de gente básica como tu até podes parecer superior.

Tenham boas reflexões.

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